segunda-feira, 29 de março de 2010

É a única coisa capaz de nascer sem que se plante.
Veio do nada, na calada, como o vento que sopra a noite.
Que atropela, todo o tempo contado em segundos,
que por todos os dias, sobrevive aos obscuros.

E não passa, nem nunca dorme.
que dói quando se afasta
que sente quando é saudade
e chora se está longe
e vibra quando perto.

Todo o tempo volta como flash
carregando consigo, toda aquela lembrança
que faz as mesmas sensações voltarem
os mesmos gostos retornarem
e o coração disparar

Dispara da mesma forma quando nasceu,
calafrios, pernas tremulas, é um sonho.
Talvez como um sonho, se faz esse tempo
tempo que quando muito longe a saudade dói
e que as palavras foram jogadas ao vento.

Mas de qualquer forma, é a única coisa que não morre
é carregado pro resto da vida.
onde os momentos bons ficam,
e os ruins? sempre deixarão de existir, pelo menos pra mim.

Faz com que as raivas sejam dissolvidas,
e a alegria jamais escondida.
O abraço se torna cada vez mais intenso,
e os beijos revelam mais o sentimento.

Ainda com todas essas palavras,
fico procurando um nome pra definir tudo isso.
Prefiri não usar o seu pra não fazer alarde,
Mas só achei possivel denominar como amor.

O mesmo que sei sentir por ti,
O mesmo que nasceu em mim,
O mesmo que me faz rir e chorar,
O mesmo que só descobri quando você sorriu pra mim.


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O amor, é a única coisa capaz de nascer sem que se plante.

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