quinta-feira, 1 de abril de 2010

No more lies!

Hoje vim aqui, porque preciso de mais um dia de desabafo.
Quando eu era criança, contei minha primeira mentira, menti pros meus pais, coisas bobas, mas eles me diziam que mentiras bobas viram sérias.
Até que um dia, contei a mentira da pizza, essa sim, se tornou MUITO SÉRIA e eu passei a acreditar no que eles falavam.
A partir dai, não mentia mais pra eles, falva de verdade todos os lugares que eu estaria, e estava. Contava tudo que acontecia comigo e era verdade.
E com isso eu nunca aprendi a ser uma boa mentirosa, desde a mentira da pizza, que por eu ter deixado rastros foi descoberta, eu nunca soube mentir e fazer se tornar verdade.
Um dia, por medo da verdade, menti de novo. E já era de se esperar que a pessoa percebesse. Mas sustentei a mentira, por mais medo de falar a verdade. Tinha medo que brigassem comigo, ou me questionassem e eu não tivesse o que responder, ou me complicasse pra responder, e isso parecesse mentira, mesmo não sendo. Eu preferi mentir, pra que a verdade não parecesse mentira. Deu pra entender? Acho que não. E acabou virando uma bola de neve.

Hoje, vim aqui desabafar, pq essas mentiras pequenas, acabaram se tornando mentiras grandes, e isso me sufoca, onde eu desconto no choro, a falta de coragem de contar.
Eu sei que posso perder pessoas por isso, mas a partir de hoje, eu quero me tornar uma pessoa melhor, a começar pela verdade.
E seja o que Deus quiser, daqui pra frente.

Mas uma coisa eu sei que é verdade: eu não quero mais mentiras na minha vida.


No more lies!

terça-feira, 30 de março de 2010

O coração fala por lágrimas.

Bem, pensei em escrever um poema, pensei em escrever qualquer coisa que ficasse bonito numa folha de papel ou em um documento de texto no meu computador, mas não consegui. Os pensamento fugiram, não achei palavras que pudessem formar belas frases. Frases de amor, claro.

Então preferi deixar o coração falar por si só, ao passo que a mente coordena as frases e os dedos digitam, fazendo com que um sentimento, junto do pensamento possa ser transcrito da melhor maneira possível.

E foi assim que meu coração começou a falar:

"- Não preciso que diga 24 horas por dia que me ama, não preciso de presentes caros, apenas uma caixa de bis me deixa satisfeita. Sabe o que na verdade eu preciso? Que independente de qualquer coisa, você entenda que tudo que sinto e digo sentir é de verdade. Que por mais que eu não seja a melhor pessoa do mundo, sou aquela que já errou pq quiz, já errou tentando acertar, já errou sem saber que ia errar, sou aquela que já errou, muitas vezes, já errou e continua errando até hoje e ainda vai errar muito mais, mas me diz quem nunca errou? Sou aquela que pra defender alguém busca tudo que pode e não pode, mas pra defender a si mesma, não consegue uma palavra convincente. Sou aquela que se faz forte quando precisa ajudar alguém, que não chora pra se mostrar fraca, mas quando mexe comigo (coração), sou aquela que é capaz de chorar por um dia inteiro.
Eu sou aquela, que jurou amor eterno à alguém. E se eu tiver que sofrer, que chorar mais, ou errar pra um dia ser totalmente feliz ao lado de quem amo, eu vou fazer. Vou fazer quantas vezes for necessário, vou até o fim sem nunca desistir, nunca desistir de mim, dele, muito menos de nós. E se no final, tudo que eu tiver feito não for o suficiente, eu faço tudo de novo.
Eu sou aquela, que ainda não cresceu, não aprendeu a ser adulta, mas precocemente, aprendeu a amar, e ser feliz.
Eu sou aquela criança que quer colo, que precisa do abraço apertado, do eu te amo baixinho à noite, das bobeiras quando não se tem o que fazer, das caretas, dos roncos, dos pratos servidos, das caras de deboche, das pirraças, das mensagens no celular, precisa também dos ciumes, das brigas, das reconciliações, das vezes que fica sem respostas pra argumentos, do carinho nas costas, do colo como travesseiro, do cafuné, da volta pra casa no onibus, das horas esperadas, das semanas de saudade, dos finais de semana de amor, etc..

Eu sou aquela, que com todos os defeitos, precisa de você.

Ass: Coração."



-


Pensamento do dia: Gostamos das pessoas por suas qualidades, mas as amamos por seus defeitos.



[texto escrito ao som de: Smother Me - The Used]

segunda-feira, 29 de março de 2010

É a única coisa capaz de nascer sem que se plante.
Veio do nada, na calada, como o vento que sopra a noite.
Que atropela, todo o tempo contado em segundos,
que por todos os dias, sobrevive aos obscuros.

E não passa, nem nunca dorme.
que dói quando se afasta
que sente quando é saudade
e chora se está longe
e vibra quando perto.

Todo o tempo volta como flash
carregando consigo, toda aquela lembrança
que faz as mesmas sensações voltarem
os mesmos gostos retornarem
e o coração disparar

Dispara da mesma forma quando nasceu,
calafrios, pernas tremulas, é um sonho.
Talvez como um sonho, se faz esse tempo
tempo que quando muito longe a saudade dói
e que as palavras foram jogadas ao vento.

Mas de qualquer forma, é a única coisa que não morre
é carregado pro resto da vida.
onde os momentos bons ficam,
e os ruins? sempre deixarão de existir, pelo menos pra mim.

Faz com que as raivas sejam dissolvidas,
e a alegria jamais escondida.
O abraço se torna cada vez mais intenso,
e os beijos revelam mais o sentimento.

Ainda com todas essas palavras,
fico procurando um nome pra definir tudo isso.
Prefiri não usar o seu pra não fazer alarde,
Mas só achei possivel denominar como amor.

O mesmo que sei sentir por ti,
O mesmo que nasceu em mim,
O mesmo que me faz rir e chorar,
O mesmo que só descobri quando você sorriu pra mim.


-


O amor, é a única coisa capaz de nascer sem que se plante.

Coração.

As vezes, por atitudes perdemos coisas ou pessoas, perdemos gestos ou sentimentos.
Dessa vez, eu perdi minha felicidade, em algum lugar que não sei ao certo. Não sei se a deixei guardada em algum lugar nesses ultimos dias, se a poeira das palavras dolorosas a cobriu, se a sombra das atitudes incertas a escondeu.

Acho que em mim, a única coisa que eu não perdi foi o coração. Ele eu sei que guardei num lugar lindo, entreguei a alguém que pudesse realmente cuidar e amar. Quem sabe a minha felicidade esteja junto a ele, quietinha num canto, esperando a hora certa pra sair.

Espero que daqui a pouquissimo tempo ela volte, trazendo meu mais sincero sorriso de volta, mas sem deixar de ser reciproca.

No esconderijo da vida, estou tentando deixar as palavras mais tristes, os momentos mais sofridos, pq mesmo longe sei que meu coração chora, ele não está bem, posso sentir.

Agora eu estou tentando achar, a formula certa pra fazer felicidade, não a minha, pois ela existe, mas a de alguém. Alguém o qual possuo o coração, ou possuia. Alguém que eu possuo o amor, pelo menos acho que ele ainda se encontra aqui. Alguém que eu machuquei, e tenho medo de perder pelas atitudes.

Hoje, eu já não sei mais o que eu tenho. Eu sei exatamente o que eu quero, mas não sei se posso falar "assim seja". Eu dependo de arcar com as consequencias dos meus atos, e dependo do tempo me dizer, se vou ter que devolver um coração, e trazer o meu de volta, que vai cair em pedaços quando sair de onde está.

Eu não quero sentir meu coração chorar a dor de mil corações despedaçados, eu quero ver novamente ele batendo forte, quando um alguém se aproxima, quero sentir ele gelando, quando esse alguém me tocar.

Mas de tudo, eu espero não estar hoje sonhando, ou se estiver, espero que o momento que estou passando seja apenas um pesadelo, que ao acordar vai acabar, e eu vou ouvir o coração que possou dizer que me ama.

-

Tentei transcrever mais uma vez uma dor que vem agustiando meu peito, mas as ideias ainda estão embaralhadas.
Resumindo, eu só quero que o meu amor, não deixe de ser correspondido nunca. Pq eu não vou saber o que fazer, se um dia eu perder aquele a quem entreguei meu coração.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Vida.

Senti falta de escrever, de desabafar, de falar de mim o do que acontece comigo, falar do mundo que me cerca, das angustias e medos.


Eu por muitas vezes idealizei a vida que queria ter, cansei de sonhar acordada, imaginando como seria. É nesses momentos que eu entro em euforia, falando que vou fazer, que vou correr atrás, que vai dar tudo certo. Prometo mil coisas pra mim mesma, que vou mudar, que vou estudar e procurar um emprego, que vou parar de fumar, que vou deixar de sonhar acordada e transformar meu sonho em realizade.


Enquanto essa euforia permanece, continuo disposta, feliz e confiante, mas isso é por pouco tempo. Pouco depois me pego com minha velha conhecida baixo-estima, onde não me sinto capaz de concluir sequer qualquer coisa que tenha começado, foi assim quando decidi aprender a tocar violão, foi assim quando pensei em tocar bateria, foi assim quando sonhei em montar uma banda, também quando queria ser uma jogadora de vôlei, e depois de um tempo por medo de continuar, desisti, foi assim também, quando pensei em ser modelo, via aquelas meninas lindas, magérrimas, e desisti.


Vejo que sempre desisto de tudo, e cada dia que passa, me sinto mais inferior as pessoas. Tenho medo, medo de tentar e quebrar a cara. As vezes acho que eu desisto de um sonho, antes que o sonho desista de mim. Antes que alguma coisa de errado e eu fique mal, eu jogo pro alto, achando que vou me sentir melhor, por ter 'dispensado' primeiro, como se eu estivesse saindo por cima, como se eu quisesse me sentir melhor ou superior.


Mas de tudo, sabe-se que só a mim eu engano. Já não funciona mais essa pose de durona, que aguenta tudo, que faz e acontece. A cada dia que passa eu percebo que eu não sou metada do que digo ser. Que na verdade, eu sou uma criança que chora com medo do escuro, ou de uma porta entreaberta, onde pode ter um monstro do outro lado, ou apenas um jardim. A criança, de fato sou eu, a porta, é a passagem pro meu futuro, tenho medo do que posso encontrar ao atravessar a porta, tenho medo do que me espera do outro lado.


Percebo, que são poucos aqueles que esperam meu sucesso, muitos contam com meu fracasso, e parece que é a esse 'muito' que eu dou alegria. Fracasso, esse sim poderia ser meu sobrenome.


Sou feliz? Em partes, mas quando é em relação à felicidade de outros, a qual eu sou responsavel, está ai mais uma coisa que me sinto incapaz.


Sei, que só eu posso mudar meu destino, só eu posso me mudar e fazer com que as coisas melhorem. "Meu único inimigo sou eu mesma". É, isso faz sentido.


Mas como sempre não me sinto capaz, nem mesmo pra derrotar ou vencer meu inimigo. Não me sinto capaz, pra me vencer, e até então, só encontrei forças pra derrota.






sem mais , por agora.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Vazio

Era 8h27m quando ouvi bem baixinho uma música tocar, parecia uma música de ninar, mas me acordou. Senti uma vontade de tirar o dia pra mim, de não fazer absolutamente nada, ao mesmo tempo que senti uma dor e um vazio enorme.
Algo me dizia que eu deveria procurar aqueles que pouco via, mas que se importavam sempre comigo, aqueles que sempre devo levar no coração. Mas também queria andar um pouco, em qualquer lugar, apenas andar, ver vitrines, entrar e sair em lojas, coisa que não tenho paciência normalmente.
Assim fiz. Tomei café, entrei na internet como de costume, tomei um banho, coloquei o fone de ouvido e fui pra rua. Começava a chover, algumas finas gotas caindo em mim, mas nada me fazia ficar em casa. A música no último volume, onde parecia que na rua só existia eu e a música, nem as pessoas ao redor eu percebia.
Encontrei amigas, fui em lojas, rodei muitas lojas por sinal, até sentir meu corpo pedindo uma cadeira para descansar. Fui comer pizza, algo que está sempre em última opção no meu cardápio.
Mas mesmo assim ainda sentia aquele vazio me incomodar.
Andei o suficiente pra ficar bem cansada e com muito sono, encontrei minha mãe no trabalho e voltei pra casa. Peguei meu celular, cujo havia esquecido em casa, mensagens, ligações perdidas. Ignorei tudo, aquilo não sei por qual motivo me dava mais vazio.
Voltei pra internet, e o vazio só crescia.

São 22h42m e esse vazio não sai de mim, estou angustiada, aguniada, atormentada com pensamentos, pensando toda hora na minha familia, nas coisas que já passamos, pensando na minha vida atualmente, questionando a atitude das pessoas, questionando minhas proprias atitudes, interrogando meus pensamentos, e quanto mais vazio eu sinto, menos vazia fica minha mente.
Não consigo dormir, minha cabeça dói, e sinto uma dor fisica, parecida com cólica mas não é cólica. E logo depois ouço minha mãe dizer que vou ao médico, pois já não é a primeira vez que essa dor vem.
Mas esse vazio é uma sensação de pressentimento, intuição ou apenas algo da minha cabeça.


Vai saber...