Aqueles olhos tranquilos
Que passam calma
Ao mesmo tempo apontavam dúvidas
Eu via verdade nos olhos dele
E ao mesmo tempo via mistério
Mistério esse que me assustava às vezes
Confeso que eu já sabia o que era
Mas em meio a tanta verdade
Apareceu a omissão
Não senti raiva, nem ódio
Apenas uma decepção
Daqueles olhos saíram palvras tristes
Dos meus olhos saíram lágrimas
Mas não ali na frente dele
Fui forte e compreensiva como sempre
Eu não queria mudar o mundo
Eu não queria mudá-lo
Eu queria saber que foi real pra ele
Tanto quanto foi real pra mim
Por segundos o chão sumiu
O riso se escondeu
A palavra fugiu
A alegria adormeceu
Precisei em uma noite pensar
Se aquele era realmente o meu lugar
Se de fato era ali que eu devia estar
Pode ser que tenha visto pela ultima vez aquele olhar
E que meu caminho eu consiga continuar
Dando os passos como era antes de saber
Que um anjo também poderia ceder
Espero que a tua paz ainda me guie
Em cada passo que dou
Mesmo que para longe de ti
Aquele olhar em lembraças ficou.
Mesmo que em um momento faltasse a coragem
Ouvir era tudo o que eu pedia nos sonhos
Pra que em um dia não fosse necessário saber
Da verdade que se escondia atras dos olhos.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
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Um comentário:
Muito bem escrito.
Pareceu-me quase uma partícula de um livro, pela coesãp e objetividade (mesmo que subjetiva) do texto.
Muito legal ^^
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